Nova Andradina perde 80 postos de trabalho com carteira assinada em abril, mostra Novo Caged

Dados negativos do mês passado, já retratam perdas de empregos por conta da pandemia provocada pelo novo coronavírus

José Antônio de Andrade, Da Redação


A economia de Nova Andradina fechou o mês de abril deste ano, no vermelho, com encerramento de 80 postos de trabalho com carteira assinada. O índice de perca é de 0,77% dos mais de 10,2 mil trabalhadores do município. O levantamento foi realizado pelo Jornal da Nova, através dos dados oficiais do novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), divulgados na quarta-feira (27).

Mesmo com a crise provocada pela pandemia do coronavírus, Nova Andradina mais contratou que demitiu nos quatro primeiros meses deste ano. Tanto é, que o saldou positivo é de 362 contratações a mais entre janeiro e abril deste ano. O total de trabalhadores com carteira assinada no município, soma agora 10.216.

Os números colocam o município na 6ª posição entre os maiores geradores de empregos no estado, atrás apenas da capital Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã, que tem 1.416 trabalhadores a mais que Nova Andradina.

Emprego na região

Todos os municípios da região também tiveram saldo negativo na criação de postos de trabalho com carteira assinada, no mês passado. No caso: Angélica (-11), Anaurilândia (-16), Bataguassu (-137), Bataiporã (-5), Deodápolis (-66), Ivinhema (-59) e Novo Horizonte do Sul (-3). Taquarussu não registrou alteração no período verificado.

Estado e país

Em abril deste ano, a economia de Mato Grosso do Sul encerrou 6.992 postos de trabalhos formais. Os dados são o resultado de 9.497 admissões, menos 16.489 demissões no período verificado.

No mês de abril, as demissões no Brasil superaram as contratações com carteira assinada em 860.503 postos de trabalho. Foram 1.459.099 desligamentos e 598.596 contratações. O saldo do mês passado foi o pior da série histórica iniciada em 1992.

A estatística do Caged, que era feita de forma mensal, estava suspensa desde o início do ano, após mudanças de metodologia e dificuldades do Governo Federal em receber dados das empresas. Até então, o Brasil não tinha informações sobre o emprego formal. O último dado do Cadastro que foi disponibilizado, era relativo ao mês de dezembro de 2019.

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